
Eu me lembro até hoje, em janeiro, no meu aniversário. Nunca gostei de oferecer festas, principalmente no meu aniversário, o porquê? não sei. Em 2010, no dia 4, um dia antes deu fazer meus 17 anos, estava na praia, e um amigo falou, porque você não faz um lual hoje, e chama quem voce conseguir? Segui a ideia dele, e falei pra ele chamar quem ele conseguisse, mesmo se eu não conhecesse, sempre é bom fazer amizades a mais. Fiz um lual, foi muito bom, tinha umas pessoas que eu não conhecia, e não queriam ir para a areia, porque estavam com vergonha, mas duas meninas, desse grupo envergonhado, foram comigo, a Luiza e a Isabella, nós ficamos muito amigas, e quanto ao restante do grupo, não conheci mais ninguém, nesse dia. Passaram-se uns 3 dias, chegou a sexta feira, a galera toda resolveu ir para a mandala, uma das boates lá de rio das ostras, então, lá fui eu, pensando somente na curtição, naquelas férias, como estava sendo boa, e eu sempre querendo aproveitar mais dela, pensando: "nada de se apaixonar por algum turista, por favor Thamires.", rs. E na porta ainda da Mandala, um menino desconhecido, veio falar comigo e perguntou: "você que era a aniversariante do lual?", eu respondi que sim, mas surpresa, porque não me lembrava mesmo dele, mas eu senti que já conhecia, apesar de saber que nunca o tinha visto, e com esse sentimento de duvida, pensei de novo: "não posso nunca nessas férias ficar com esse garoto." porque pelo que me conheço, se eu ficasse com ele, sabia que a curtição que eu queria naquelas férias, iriam acabar. Entrei na mandala, meu amigo Ed queria ficar comigo, lembro de como ele estava enchendo o saco na área de fumantes, e tinha mais um menino com a gente, não o conhecia, mas ele era bonito, cabelos lisos e escuros, olhos claros, pele branca, estatura normal, é, eu ficaria com ele, e não deu outra, o nome dele era Renam, numa hora em que o Ed foi ao banheiro, ele me beijou, claro, já tinha percebido que eu queria ficar com ele e não com o Ed, e ficamos, Ed nem falou nada, aliás, ele é um cara hiper galinha, e tinham muitas outras mulheres naquela festa, quanto a esse menino da porta, eu nem o vi lá dentro. No outro dia, no sábado, teve show do natirruts, uma banda que eu amo, e nunca tinha ido no show deles, e tava vivendo "um sonho" rs. ai, encontrei meu amigo Érico, com o Ed e o Renan no show, e fiquei com o Renam de novo, achei um saco, porque se tem uma coisa que eu não gosto, é homem grudado em mim, ainda mais no show do natirruts, e nas férias que eu só queria zuação, depois consegui dar um perdido nele lá, mas isso já tinha até acabado o show, e a gente já tinha andando bastante pela avenida de mãos dadas. No domingo, minha amiga Júlia, me chamou para ir numa social na casa de um menino do Rio, o Sergio, que seria a noite. Fui eu, minha irmã Carol e uma amiga Ana Luiza, nós saimos de casa, quase meia noite já, na van a caminho, conversavamos e riamos muito, gritamos pro motorista da van parar na hora em que vi que já havia passado o ponto de Costa Azul, então, saltamos em frenta a mandala, voltamos andando, nem era tão longe, mas fomos no encantado pra Ana comprar cigarro, e de novo tivemos que passar da entrada de Costa Azul, não conseguimos comprar o cigarro, voltamos, e andamos a avenida toda até o camping, não era tão perto, mas fomos rindo que nem percebemos a distância do trajeto, depois ainda viramos na esquina, e andamos mais um pouco, que na verdade de novo foi muito, acha que chegamos? não, não chegamos nessa social. Porque? porque simplismente, sabiamos qual era a rua, só não sabiamos aonde era a casa, sentamos na pracinha do lado da igreja e ficamos rindo de nós mesmo, era uma crise de risos na verdade, derrepente, um barulho de música, e Júlia tinha me falado "quando vocês chegarem perto, vão ouvir a música" então, começamos a seguir a música, e quando já tinhamos andado uns 10m, olhei para o chão no asfauto, e vi que uma latinha estava rolando com o vento, logo imaginei que aquela música, vinha da latinha, peguei a latinha para ter certeza, e pronto, mas um motivo de altas gargalhadas, e então, voltamos para a pracinha que quase já estava longe, tentamos ligar para a Júlia várias vezes, e nada, quando conseguimos ela disse aonde era direitinho, e enfim, chegamos na tal festa. Quando chegamos, eu vi o garoto da portaria, cheguei a gelar quando o vi, e era ele, o Sergio, o dono da casa em que eu estava invadindo. Na segunda-feira, teve de novo, e não lembro muito bem desse dia, a única parte que eu lembro, era que tinha bastante gente em volta de uma mesa, e eu estava também, um menino, Natã, ficou falando para eu ficar com o Sergio, juro que não lembro o porquê, mas lembro que ficamos, e eu tive a certeza de que não queria ficar com mais nenhum garoto, nunca mais, ninguém mais me interessava, e todos os dias, teve as tais sociais, e todos os dias nós ficávamos, e eu dormia sempre lá também, mesmo quando as sociais acabaram, nós continuamos, e eu sei, foi o melhor janeiro da minha vida, que se eu pudesse, congelaria aquele tempo, pra nunca acabar. Chegou dia 28/05 o dia de ir embora, eu tava vindo embora para Piabetá, e ele pra casa dele no Rio, não aguentei, no domingo 31, fui ao Rio, junto com a Luiza e com a Thati, as conheci nas sociais, a Luiza já havia conhecido antes, como já disse, no meu lual, e fomos para a praia do Diabo, do lado do arpoador, e quando chegamos, lá estava ele, pegando onda, a meu coração, se ele pudesse pular, tenho certeza de que pularia, quando vim embora de novo, quase cheguei a chorar, já estava de novo, com muitas saudades. No outro dia, começaram as aulas, e a mesma rotina, no msn esperava sempre ele entrar, e também ficava alugando ele por horas, mas a única coisa que eu queria mesmo, era falar tudo o que eu sentia com ele, pra ele, mas nunca falava né, ele podia se assustar, teve uma vez que quase morri, quando ele me disse que queria ter me conhecido antes, aquilo pra mim foi... sei lá. Chegou o carnaval, fomos nós de novo pra Rio das Ostras, ficamos no primeiro dia a noite, e depois não mais. Voltamos de novo para as nossas casas, triste de novo eu fiquei, nossas conversas são cada vez melhores, e eu adoro o jeito dele, mesmo sendo grosso em algumas vezes, mas quando ele resolver ser carinhoso, ele consegue superar tudo, e das férias que eu só passei com ele, eu tenho certeza, de que melhores nunca mais existirão, só se for com ele.